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9º ano, e agora?!

6 de abr. de 2022
3 min de leitura

Todos os anos acompanho jovens que, expectantes pela conclusão do 9º ano de escolaridade, tem que tomar algumas decisões em relação ao seu futuro.

Muitas vezes essas escolhas centram-se num percurso profissional. Talvez seja muito mais do que isso. É um momento de tomada de consciência dos processos e estratégias associadas à tomada de decisões e ao desenvolvimento pessoal, um processo em constante aperfeiçoamento.

Partilho algumas sugestões de aspetos que merecem a reflexão e análise individual profundas.

  • As disciplinas e as notas - os resultados escolares são importantes mas também devem ser analisados de forma cautelosa, na medida em que nem sempre transmitem o conhecimento adquirido, no entanto são indicadores importantes. Os resultados não refletem o esforço ou o empenho. Os resultados não refletem a gratificação que se possa sentir ao estudar este ou aquele tema, assunto ou disciplina. Para além dos resultados obtidos em cada uma das disciplinas cada pessoa deve refletir sobre o quão gratificante foi estudar os temas abordados na disciplina.

  • Hobbies e lazer - muitas vezes estamos envolvidos em atividades de lazer que são muito prazerosas, ainda que nem sempre o façamos a um nível "profissional". Por exemplo, pode praticar-se desporto e não ser ao nível da "competição". Muitas vezes são estes hobbies que dão fôlego e alento para nos envolvermos noutras atividades escolares que consideramos "seca". É importante considerar se gostaríamos ou não de desenvolver essa atividade / hobbie numa perspetiva de atividade profissional / profissão futura ou se gostaríamos de o manter como está, ou seja como "hobbie".

  • Padrões Familiares - muitas vezes as escolhas são inconscientemente condicionadas por padrões familiares, atividades e profissões que fazem parte das histórias de família. Refletir sobre as influências diretas e indiretas destes padrões na forma como se está atualmente a pensar é muito importante. Mesmo que se verbalize que "isso não interfere" devemos ser cautelosos com esse discurso e, como tal, abrir o coração e a mente a outras perspetivas.

  • Amigos - As amizades são muito importantes. Apesar de as redes sociais e meios tecnológicos já permitirem a manutenção dos contactos e das relações interpessoais significativas (amizades), o receio de "perder" os amigos é ainda uma realidade. Tal como nos padrões familiares, também as amizades e a influência das decisões dos amigos podem interferir com a nossa decisão de forma muito subtil. É importante compreender estas influências ponderar sobre o impacto delas na tomada de decisão.

  • Ídolos - também os ídolos e pessoas que admiramos são importantes. É importante refletir sobre o que nos faz sentir mais próximo desta ou daquela pessoa, que características admiramos nela e fazermo-nos algumas questões: também tenho essas características? o que é que o que admiro nos outros me diz sobre mim?

  • Quem sou eu? - Que sonhos tenho? O que aprecio em mim, na vida, naqueles que me rodeiam? O que me faz levantar todos os dias? O que me inspira? Como quero contribuir para o mundo? Estas questões não tem uma única resposta. A resposta vai sendo construída à medida que vamos crescendo, no entanto coloca em evidência os valores pelos quais pauto e regulo a minha vida.

  • Conhecer as ofertas escolares após a conclusão do 9º ano - O sistema Educativo Português compreende uma diversidade de modalidades de ensino que permitem a conclusão do 12º ano de escolaridade. Alguns dos exemplos: Cursos de Educação e Formação (CEF - nível secundário), Cursos Profissionais, Cursos com Planos Próprios, Cursos Artísticos Especializados. É importante compreender as diferenças e semelhanças de cada um destes cursos e explorar os planos curriculares.

Para um processo mais consciente e informado, podemos colaborar contigo e com a tua família.


 
 
 

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